A macacada recebeu um e-mail há alguns dias e não poderia deixar de divulgar esses acontecimentos.
Segue:
Saindo em 1980 do seminário de Ribeirão Preto fui construir novo caminho trabalhando no banco nacional e iniciando a faculdade de ciências sociais na PUC-Campinas.
Enquanto bancário colaborei o suficiente para a organização da chapa de oposição cujo objetivo era o fim do atrelamento do sindicalismo à estrutura militar vigente. Além de ganharmos a eleição bancária, também ajudei na formação de militantes de base de diversas categorias na região metropolitana de Campinas, onde ganhamos especial o sindicato dos metalúrgicos, um dos maiores do Brasil, e outros menores como em Vinhedo, Valinhos, Sumaré etc. Além de ajudar também na construção do PT local e região.
Quem for a este sindicato vai encontrar personalidades históricas na luta, como Durval de Carvalho, primeiro presidente do sindicato e primeiro vice da central única dos trabalhadores; Eliezer, Geraldo, João leite; Renato Simões, Lurdinha, Tina, Lise, etc. Onde a pastoral operária é quem dava o norte na construção da CUT pela base nestas disputas regionais.
Agi também nas comunidades de base nas periferias (favelas), sobretudo junto com Márcia, Carlos Signorelli, Jô, Ovídio, Jorge, etc. onde padres iam de só para missas mensais. Um período efervescente de lutas, greves, ocupações, construção e vitórias.
Neste período de campinas e região fui assaltado duas vezes com armas em punho, as duas vezes ou indo ou voltando às favelas, mas sendo o meu corpo respeitado, em nenhum momento tocado ou intimidado fisicamente: “mano não queremos ti machucar não, só levar um dinheiro e a bolsa. Valeu mano!”
Neste mesmo período nas disputas sindicais, sociais e partidárias nunca tive nenhum instante de constrangimento, moral ou físico.
Voltando para Barretos, eu e companheiros como Ronaldo, Deise, Aurélio, Jose Luis, Bia Bernardes, Cláudio, Edvaldo, Fátima e outros desenvolvemos um importante trabalho em diferentes setores da sociedade; frigoríficos, rural, comércio, funcionários público municipal e estadual de diferente categoria etc. Colaboramos com formação de chapas de oposição, associações de moradores, presença nas greves, manifestações, debates, etc.
Neste setor da sociedade barretense em disputa salutar, respeitosa e democrática, também nunca sofri nenhuma forma de constrangimento moral ou físico, nem sequer a postura infantil: “estou de mal de você”.
Formamos e ajudamos a criar diversos diretórios do PT na região. Aqui também disputamos diversas eleições contra diferentes partidos, onde também sempre me senti respeitado por todos; nunca tive nenhuma forma de constrangimento moral ou físico de nenhum dos meus “adversários políticos”. Reafirmo e destaco: “adversários políticos, e nada mais”.
Deixei para escrever por ultimo, porque o sindicato dos bancários foi meu primeiro registro em carteira, e por onde fiz meus estudos em Campinas, portanto muito importante para mim. Visto que o PT que queria a eleição pelo voto e com certeza ganharia, mas entendeu o momento de transição do sindicato e apoio sua negociação, onde o Rodrigo foi o presidente. Posteriormente, o sindicato passaria por uma eleição direta, aonde a central concorrente Força Sindical, vinha para a disputa com todo peso. Recebo então uma ligação em casa: Ezisto candidata a presidente: “preciso de sua ajuda na campanha”. Fui para a rua, ajudei o que pude e não pude: por exemplo, deixar minha loja na mão da funcionária.
Ezisto ganhou. Legal. Perguntou-me sobre as despesas que tive? Não!
Quem me pagou para pagar as despesas para eu ajudar na sua campanha! Os metalúrgicos de Limeira. Liguei para o companheiro Wilson, do fórum socialista. Ele me perguntou: Como você vai fazer campanha para a articulação e ainda pagar suas despesas: Disse a ele: Para o nível de politização da comunidade barretense é um bom começo. Ele entendeu e me enviou o dinheiro das minhas despesas.
Todos os diretores do sindicato sabem que sempre ajudei no que pude. Ezisto me ajudou a pagar o livro com R$ 2.300 com dinheiro enviado por Jair Menegueli, que ficou de mandar $ 3.000. Talvez ele não pode, ou talvez…
O João Costa sabe e até reconhece que mesmo eu tendo um outro olhar sobre PT e sua função na sociedade, nunca deixei de apoiá-lo na câmara, enviando projetos, trocando idéias de como colaborar. Como não deixei de apoiar o projeto do Paulo Correa sobre as queimadas, porque independente de sigla partidária é uma questão de saúde pública.
Antes do começo do processo eleitoral no ano passado, Ezisto, então presidente da câmara, queria falar comigo sobre a possibilidade de ajudar na organização de seu processo eleitoral. Fui e recebi a seguinte proposta: um cargo na câmara, e mais um apoio na campanha direta:
Resposta minha: Não. Por três questões:
O olhar sobre o humano é diferente do seu: o olhar sobre o partido e sua função é diferente; o olhar sobre o tipo de sociedade que almejamos é diferente. Ao dizer três vezes meu olhar diferente, não quero dizer melhor. A história é que mostrará.
Ezisto perguntou: E quem você vai apoiar? Dr. Francisco de Paula Silva, pela reflexão que acompanho do seu passado desde Mococa, pela estrutura teórica e prática (práxis) concreta que acompanho desde sua chegada a Barretos, é a que mais aproxima da minha. Ele enfrenta usineiro e frigorífico na ótica do trabalhador que você não faz. Ao contrário definiu medalhas, homenagens e prêmios para eles, porque depende deles. Sobre os bancários aí já é obrigação, é de relativo a bom o trabalho sobre os sem terra.
Francisco participou da semana do trabalhador com a audiência pública sobre relações de trabalho e saúde do trabalhador que denunciou o sindicato da alimentação de fazer acordo local abaixo do estadual. O Ezisto recusou meu convite de participar da semana do ano passado dizendo: Só não vou participar como desprezo o que vocês estão fazendo.
O Ezisto me achava muito bom para ajudar na sua campanha, ou qualquer outra ação, como no passado, mas ele perdeu, o Francisco ganhou, e ele tem que entender que perdeu. E por desespero até tentou pedir intervenção da estadual em Barretos.
E aí começou a minha desqualificação por parte do ex-presidente da câmara. Francisco pediu vista do balancete da câmara do ultimo mês de dezembro. Um vexame. As contas só de dezembro, Imaginem as outras.
Depois das noticias em jornais, rádios, e TV do acontecido, fui cumprimentá-lo na câmara. Ele virou as costas, como se eu fosse o culpado. No bar perto de casa, perguntou ao dono do bar seu eu freqüentava sempre ali. Ele disse sim porque moro ao lado (quarta-feira). Ai o Ezisto mandou um recado para mim através do dono do Bar: O dono do Bar me perguntou: Você conhece estas pessoas? – Conheço: O Dono diz: Eles pediram para você não se aproximar da mesa e nem sentar ao lado deles. Pensei: Talvez estejam fazendo algum outro plano. Primeiro constrangimento que tive em toda minha vida e lutas. Este é moral, mais vem mais.
No sábado seguinte: No mesmo bar, recebo uma fala de um amigo e que diz que sou um petista que ele respeita. Eu disse obrigado, a gente tem que, no poder publico
(Prefeitura, câmara, fundações, como a FEB, assembléias, congressos) usar o dinheiro público como um bem da comunidade e para a comunidade, e não como geralmente está acontecendo, em Barretos e outras cidades.
Um amigo do Ezisto, “apaixonado” por ele ou um “capanga”: olhou para mim e disse: Se repetir vai ter que ver comigo. mas eu vou ligar para ver se você fala isso na pra ele. Eu disse: Não sei para quem você vai ligar porque não citei nome nenhum. Aí ele disse que como é de fora pode fazer qualquer coisa e começou a falar e desqualificar o Dr. Francisco das piores formas, se aproximou de mim xingando-me de sem vergonha como o Francisco. Começou a me empurrar, chutar. jogando meus jornais e cadernos no chão. O dono, e as funcionárias do bar diziam: Para, para, até eu sair empurrado do bar.
Pela primeira vez na minha história fui agredido, ofendido, constrangido por gente que ajudei no PT e na CUT. Obrigado a todos adversários políticos de demais partidos, movimentos sociais, sindicatos; que sempre nos respeitamos mutuamente.
“SE VOCE TREME DE INDIGNAÇÃO FRENTE AS INJUSTIÇAS NO MUNDO, ENTÃO SOMOS COMPANHERIOS”. Che Guevara
O Ezisto nunca foi companheiro, só faz de conta enquanto pode aproveitar das pessoas para ter as coisas e o poder que quer ter. Mas como disse uma amiga: Ele caiu da montanha como uma abóbora, desmanchando na terra, própria para os porcos. .
. Ezisto é um grande exemplo do que na filosofia política é chamada de egoísmo altruísta; E aquele que aproveita do momento favorável que se destaca a solidariedade, a luta social, os direitos em geral, entra neste barco e aproveita o máximo possível de seus benefícios. {E se a conjuntura mudar favorável à ditadura, perseguição e prisão, com certeza ele irá pular neste barco para se beneficiar de tudo que for possível.
Por isso, prefiro quem é de direita que leva a bandeira de direita de forma clara, do que os camaleões de “esquerda” do processo da história.
Finalizando: nunca esquecer que o processo dialético da história em sua dinâmica sempre será revelador dos próprios processos históricos, como também da conduta e postura dos que querem representá-la.
Sintetizando: Só porque não apoiei o Ezisto para vereador e porque apoii Francisco que ganhou, e desmontou a imagem do ex-presidente da câmara como “a porta aberta de Barretos em Brasília”, por culpa da prática dele mesmo, se tornou meu inimigo sem eu ser inimigo dele. Só posturas políticas diferenciadas.
Braz A. Menezes
Mtb 40.794
Preferência: Filosofia Política
Em breve: Mais sobre nosso ex-presidente da câmara de vereadores, como detalhes sobre seu diploma de curso superior e algumas de suas viagens enquanto presidente.

Bebeto

::::: Últimos Lugares – Garanta o seu !!! ::::::

